Catálogo Eletrônico de Minerais Industriais do Espírito Santo


Página gerada em pesquisa, desenvolvida no Campus Cachoeiro de Itapemirim do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (IFES), nos anos de 2007 e 2008, por alunos dos cursos técnicos de Informática e Mineração.

Pesquisadores:
- Alexandre Alves
- Ameriana Gomes Santos
- Giovany Frossard Teixeira
- Francisco Antônio da Silva Souza
- Rosana Gabriela Tomazini Mariani

Página do Campus:
www.ci.ifes.edu.br

Minerais e Rochas Industriais do Espírito Santo

O Espírito Santo é reconhecido internacionalmente pela ampla e diversificada disponibilidade de recursos minerais, sendo que no segmento de recursos minerais industriais destaca-se como um importante produtor de mármore, granito e rochas calcárias. O setor de mármore e granito é um dos mais representativos do Estado, uma vez que o mesmo se apresenta como o principal produtor e o maior processador e exportador de rochas ornamentais do Brasil e o segundo maior pólo no mundo. É responsável por 50% da produção brasileira, 66,4% das exportações de blocos e 70% das exportações de chapas de rochas ornamentais.

A estimativa é que o setor possui 1250 empresas, empregando cerca de 150 mil pessoas, através de empregos diretos e indiretos, distribuídos em atividades de extração e beneficiamento, além disso, está concentrado, no Estado, mais da metade do parque industrial brasileiro, tanto em número de teares e empresas, quanto em termos de crescimento.

O Estado também se destaca, possuindo grandes reservas de calcita, conchas calcárias e calcita ótica que representam aproximadamente toda a reserva contida no Brasil e também na extração de outros bens minerais que acabam sendo adquiridos pelos próprios capixabas, como é o caso da areia para construção civil, o cal como fertilizante agrícola e as argilas para fabricação de lajotas, telhas e outros produtos.

O estado do Espírito Santo possui uma área territorial de 46.184,1 km2, clima tropical úmido, com temperaturas médias anuais de 23º e volume de precipitação superior a 1.400 mm por ano, especialmente concentrada no verão.

O território do Estado compreende duas regiões naturais distintas: o litoral, que se estende por 400 km e o planalto que dá origem a uma região serrana, com altitudes superiores a 1.000 metros, onde se eleva a Serra do Caparaó ou da Chibato e o Pico da Bandeira, com 2.890 metros de altura, o terceiro mais alto do País. Ambas as regiões naturais do Estado dão amparo a redes hoteleiras de ponta e prática de esportes que se revelam no segmento turístico.

Em relação ao crescimento industrial, o Espírito Santo tem sido líder no cenário brasileiro nos últimos dois anos, e apresenta-se como um dos mais promissores da região Sudeste. Possui posição geográfica privilegiada, limitando-se com os estados da Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro e também abrigando o maior portuário da América Latina, que opera com sete terminais: Vitória, Ubu, Capuaba, Tubarão, Praia Mole, Portocel e Regência, e movimenta cerca de 25% das mercadorias que entram e saem do país, deste modo o Estado coloca-se como uma excelente alternativa para diversas atividades econômicas devido à integração ao mercado nacional e internacional.

A malha ferroviária estadual é constituída por trechos pertencentes à Estrada de Ferro Vitória-Minas e as rodovias mais importantes que cortam o Estado são a BR 101, que o liga às regiões Nordeste e Sul, e a BR 262, que liga Vitória a Corumbá, no Mato Grosso do Sul.

A base econômica do Estado é primordialmente a agricultura e a indústria, embora seja significativa a extração mineral, no ano de 2007, por exemplo, o Estado exportou 726,1 milhões de dólares, referentes a blocos e chapas de mármores e granitos.

O mais importante rio do Estado é o rio Doce, que nasce no Estado de Minas Gerais e tem 944 km de extensão, e possui alto potencial econômico, porém mais usufruído pelas indústrias mineiras. No entanto, também se destacam os rios São Mateus, Benevente com potencial turístico e o Itapemirim que abastece aproximadamente 950 empresas de mármore e granito, além de outros segmentos industriais e a própria população.

Principais Litotipos do Espírito Santo

Nos municípios de Cachoeiro do Itapemirim, Castelo e Vargem Alta, localizados no sul do estado se encontram as principais ocorrências de mármores, conhecidos comercialmente por mármore branco, mármore pinta verde, mármore chocolate, entre outros. O local também é alvo da ocorrência de pegmatito oxidado de alto valor comercial.

As rochas granitóides estão presentes em toda a extensão territorial, sendo explotados gnaisses, charnockitos, granodioritos, migmatitos, kinzigitos e pegmatitos, além de gabros, dioritos e noritos.

No norte capixaba, especificamente nos municípios de Nova Venécia, Barra de São Francisco, Vila Pavão, Ecoporanga, Água Doce do Norte, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha, Baixo Guandu, Pancas e Colatina concentra-se uma gama bastante expressiva de litotipos, destacando-se os granitos e gnaisses de coloração amarelada, tendo como nomes comerciais o Giallo Veneciano, Giallo São Francisco, Santa Cecília Gold, Santa Cecília Light, Santa Rita, Gold Brazil, Pavão Green, Peackock Green e São Francisco Green, entre outros. Os exemplares de tons azulados se restringem aos municípios de Ibiraçu, Nova Venécia e Pinheiros.

No vale do Médio Rio Doce, que abrange diversos municípios e localidades, incluindo Pancas, Aracruz, Baixo Guandu, Goiabal, Baunilha e Alto Mutum Preto, ocorrem exposições de rochas granulíticas e ígneas de composição intermediária, conhecidas pelos nomes de Verde Labrador, Aracruz Black e São Gabriel Black.

A região serrana, localizada às margens da Rodovia BR-262 é composta por uma variedade considerável de litologias, conhecidas como Preto Florido e Ocre Itabira.

Com o crescimento contínuo do setor, em taxas superiores a 10 % a.a., uma imensa variedade de nomes comerciais é apresentada atualmente, embora as características texturais e mineralógicas se mantenham relativamente idênticas àquelas reportadas no passado recente. Com esta proliferação de nomes, tornou-se mais difícil o completo domínio dos materiais disponíveis no mercado, uma vez que inúmeras rochas texturalmente idênticas recebem nomes comerciais distintos.

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